CREAS promove concurso de fotografias

       No dia 17 deste mês o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) fez a premiação e certificação dos participantes do 1º concurso de fotografias com o tema  “O que eu vejo”. Cleverson Rio Branco, coordenador do CREAS, explica que neste ano, em decorrência da pandemia, as atividades precisaram ser readaptadas a fim de manter o acompanhamento dos adolescentes atendidos e também zelar pelas orientações preventivas em relação a Covid-19.

        Em relação as Medidas Socieducativas, enquanto no ano anterior o trabalho era organizado em grupos de estudos e diálogos com até dez adolescentes, atualmente reúnem duplas de adolescentes para discussões e reflexões. Desta forma tem sido possível dar continuidade a Oficina de Construção de Diálogos e o CREAS conseguiu fazer a acolhida e o acompanhamentos dos adolescentes.

       De acordo com Claudinéia Cremonese, técnica de referência das Medidas Socieducativas, além das reuniões e conversas sobre diferentes temas, neste ano foi lançado o Concurso de Fotografias. De acordo com o regulamento, somente adolescentes que estivessem participando da Oficina de Construção de Diálogos poderiam participar. A ideia é despertar o senso crítico a partir de imagens e também o olhar mais focado nas pequenas coisas, nas belezas do cotidiano, da natureza e da paisagem de Francisco Beltrão.

       Vários dias foram utilizados para percorrer o município, alguns pontos da cidade, na busca das melhores fotografias. Com a máquina fotográfica na mão, ou com o celular os adolescentes fizeram muitos “cliks” pela cidade. “O cumprimento das medidas socioeducativas se transformou em momentos de aprendizagem, estudo sobre fotografias, enquadramento, escolha da melhor imagem. Além disso, após escolher a melhor foto, o adolescente deveria escrever um pequeno texto sobre a foto e o que ela representava para ele”, explica a técnica.

        Feita a seleção, as fotografias passaram a ser analisadas por uma banca examinadora para ser escolhida a de maior destaque. Professores de Geografia, História, Arte, Educação Física e Serviço Público foram convidados para aferirem notas de 6 a 10 para cada fotografia. Além de um certificado para todos os participantes, o autor da foto de maior destaque recebeu um vale compras no valor de R$ 100,00. Nesse primeiro concurso de fotografias, 16 (dezesseis) adolescentes participaram. O resultado está disponível no link: https://www.facebook.com/O-que-eu-vejo-101053078538945 .

Abaixo as três fotografias com maior pontuação:

Tudo dependo do ângulo que você vê, da importância que você dá, seja no chão ou no céu, tudo está no mesmo lugar” (J.)

Rio Marrecas – Bairro Padre Ulrico.

Essa foto representa um dia novo, coisas novas, uma nova aventura, ideias e quem sabe um amor! Mas claro, uma longa caminhada…(M. L.)

Pôr do Sol – Bairro Pinheirinho

“Sempre cairemos, mas quando somos fortes, até nossa queda se transforma em inspiração. Quantas vezes precisar, a gente levanta, porque nossas raízes não morrem.” (M.)

Flores do Ipê – Bairro Luther king

O que são as Medidas Socioeducativas?

         Conforme o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) – artigo 88, inciso I, é no município que deve ocorrer o atendimento do adolescente infrator e nesse mesmo território que as medidas socioeducativas devem se efetivar, pois o município poderá fortalecer a família e o adolescente enquanto protagonista de uma nova história.

       As Medidas Socioeducativas são operacionalizadas junto ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), através do trabalho de uma técnica de referência/Assistente Social e uma Professora, que por sua vez tem contado com o apoio de entidades conveniadas, órgãos governamentais e do Conselho Municipal Dos Direitos da Criança e do Adolescente/CMDCA.

       As medidas socioeducativas prevista também no art. 112 da Lei nº 8069, de 13 julho de 1990 – Estatuto da Criança e do Adolescente, se configuram enquanto uma resposta à pratica de um delito, tendo como objetivo predominantemente ações de caráter educativo e não punitivo, sendo estas aplicadas por autoridade judiciária. Não obstante, possuam aspectos sancionatórios e coercitivos, porém não se trata de penas ou castigos.

       O adolescente conforme os marcos legais ao ser submetido a uma medida socioeducativa, para além de uma mera responsabilização, deve ser fundamentada não só no ato a ele atribuído, mas também dever ser observada a equidade, o tratamento adequado e individualizado, bem como deve-se considerar as necessidades sociais, psicológicas e pedagógicas deste, que se oportunize a inserção em processos educativos que, se bem sucedidos, resultarão na construção ou reconstrução de projetos de vida, desatrelados da prática de atos infracionais e possivelmente na inclusão social, visando o seu pleno desenvolvimento.




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