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Estruturação do sistema de ciência, tecnologia e inovação de Francisco Beltrão

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O mundo passa por profundas e rápidas mudanças tecnológicas. A importância das atividades da ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento econômico e social tem dominado o debate intelectual e político contemporâneo nos diversos países. Trata-se de reunir e fortalecer os meios disponíveis para incentivar os processos de produção do conhecimento e incorporá-los como estratégia para estimular o desenvolvimento sustentável de localidades, regiões ou nações em um sistema econômico cada vez mais competitivo e globalizado.

       Desse modo, a indicação de políticas públicas nas distintas esferas de governo, destinadas a esse objetivo, deve ser uma prática administrativa para sintonizar a economia local no contexto das mudanças ocasionadas pelas tecnologias, novas e emergentes, e que determinam o novo mundo da competitividade e do bem estar das pessoas. Nessa perspectiva, Francisco Beltrão, para manter distância dos processos de desenvolvimento tecnológicos retardatários, propõe políticas claras para colocar o município na vanguarda da das cidades inteligentes e que incorpore tecnologia nos espaços da produção e da melhoria da qualidade de vida de sua população. 

       Partindo do diagnóstico de que o município detém todas as condições necessárias para alçar voo mais alto nesse segmento, com cinco instituições de ensino superior que ofertam vagas e formam profissionais em diversas áreas do conhecimento, uma forte base econômica, agrícola e agroindustrial e empresas de outros ramos industriais, inclusive de bases tecnológicas, aliado a clara demonstração da vontade política do poder público municipal, foram adotadas medidas voltadas à organização e a institucionalização do Sistema de Ciência, Tecnologia e Inovação. 

       O primeiro passo foi a criação do Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação (Decreto Municipal Nº 465 de 08/2019), com o objetivo de aglutinar e integrar os diversos atores do ecossistema de inovação, coordenando a articulação  institucional entre o universo acadêmico, empresas, instituições de pesquisa e poder público. Nele participam membros que representam o poder público municipal, FIEP, SEBRAE, ACEFB, CONDEF e NUBETEC. 

      Já com a participação do Conselho, elaborou-se o edital de chamada pública para atração de empresas de base tecnológica para serem incubadas na Incubadora Tecnológica de Francisco Beltrão – INTECFB, que será lançada ainda neste mês de janeiro. As empresas incubadas representam idéias surgidas nos diversos segmentos da sociedade e que poderão se transformar em inovação. Serão instaladas no interior do parque de exposições, no espaço físico reformado onde funcionava a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, com recursos financeiros captados junto a Superintendência da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Governo do Estado.

      Mais um passo importante na institucionalização do Sistema de Inovação foi dado com a aprovação pela Câmara de Vereadores da lei municipal Nº 4.728, de iniciativa do Executivo, sancionada pelo prefeito Cleber Fontana em 17/12/2019. Ela dispõe sobre incentivo à pesquisa científica e tecnológica e à inovação e se constituí como a única existente na região do Sudoeste. Inclusive estabelece um percentual mínimo de 0,55% do orçamento ordinário livre para o apoio ao desenvolvimento tecnológico. Sem dúvida, as medidas adotadas representam uma base sólida para promover um salto  quantitativo e qualitativo no programa de desenvolvimento tecnológico e de inovação de  Francisco Beltrão.

Aldair Rizzi é presidente do Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação de Francisco Beltrão, secretário municipal de Planejamento e coordenador de inovação e tecnologia do município. 

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