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Inscritos no Família Acolhedora são capacitados

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As 15 primeiras famílias cadastradas para o Serviço Família Acolhedora tiveram uma etapa de capacitação coordenada pela assistente social Neuza Cerutti. Agora serão feitas visitas domiciliares para que sejam devidamente habilitadas, com a documentação prevista no protocolo do Serviço. A partir da habilitação poderão acolher crianças e adolescentes em situação de negligência, maus tratos, abandono, violência doméstica ou que foram afastadas de suas famílias por meio de medidas protetivas. Crianças que estão na Casa Abrigo Anjo Gabriel devem ser as primeiras a receber o benefício.

Neuza relata que nos últimos dois anos capacitou coordenadores e famílias inscritas em quase 100 municípios de 22 estados, mas se mostra impressionada com o interesse, seriedade e organização do Serviço em Francisco Beltrão. “Não tinha visto tantos casais interessados e com tanta qualidade como em Beltrão. Aqui tudo é organizado. A administração municipal está dando total apoio e respaldo. Certamente o município será referência no Brasil”, diz a assistente social.

Ela explica que as crianças tem assistência completa na Casa Abrigo Anjo Gabriel, mas através do Serviço terão uma família, uma casa própria. “A realidade familiar torna o atendimento mais humanizada e esse diferencial ajuda no desenvolvimento da criança e do adolescente”, enfatiza. Também destaca que as famílias acolhedoras terão um acompanhamento contínuo e ajuda para resolver os problemas que surgirem.

Ivete Gaviolli, coordenadora do Serviço em Beltrão, também enaltece o  respaldo da administração municipal e a excelente qualificação da equipe. “Agradecemos as famílias que confiam neste novo Serviço e serão responsáveis pelo trabalho de fundamental importância no apoio e na formação das crianças que enfrentam situação de risco”, diz Ivete.  O cadastro é permanente para as famílias que desejam ser inseridas. O atendimento da coordenação é prestado na Casa Abrigo, no bairro Miniguaçu, ou pelo telefone (46) 3524-4159.

                                                 Como funciona

O Família Acolhedora é voltado para a proteção de crianças e adolescentes em situação de negligência, maus tratos, violência doméstica, abandono, além daquelas afastadas de suas famílias por meio de medida protetiva, conforme preconiza o Estatuto da Criança e do Adolescente. São famílias ou pessoas que acolhem voluntariamente em suas casas, por um período provisório, crianças e adolescentes, oferecendo proteção integral, convivência familiar e comunitária.

Para participar as famílias passam por um processo de seleção, cadastramento e preparação. Também não podem ter cadastro de intenção de adoção. Os acolhidos são crianças e adolescentes de 0 a 18 anos incompletos, que estão com seus direitos violados ou se encontram em vulnerabilidade social, expostos a ameaça e violação de direitos, cujas famílias não conseguem cumprir sua função de cuidado e proteção.  A família recebe mensalmente bolsa auxílio no valor de um salário mínimo nacional para cada criança ou adolescente acolhido.

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